SUCESSO E FRACASSO                                                                       A diferença é tênue, mas nem sempre é o que parece… 

Fonte: Psicologia energética
 

Iniciamos com mais um exercício prático de autoconhecimento: vá até uma praça movimentada em sua cidade, compre um sorvete, sente-se num banco e passe a observar o movimento. Observe as pessoas, mas acima disto preste muita atenção em seu diálogo interno. Além do surgimento do pensamento compulsivo de que falamos anteriormente (e que nada tem haver com o momento), você ouvirá em pouco tempo uma série de adjetivos relativos às pessoas e aos fatos que observa.

Vamos explicar: é claro que nominar objetos tem uma utilidade prática. Chamamos de “automóvel” aquele negócio que anda, queima combustível fóssil e nos transporta de um lado para outro da cidade; ou ainda “casa” aquela estrutura de concreto com móveis e divisões internas.

Até aí tudo bem, o problema surge – e a mente é especialista neles – quando fazemos comparativos e os qualificamos de bom ou mal, certo ou errado, mais ou menos: são nossos rótulos mentais, um filtro opaco de definições, conceitos, palavras, críticas e julgamentos. Leia a frase anterior novamente porque ela é fundamental, essa é a base sobre o qual nossos maiores equívocos são construídos.

A mente se alimenta e mantém seu domínio graças ao mecanismo das comparações; como não conhece a verdade, ela usa este recurso para encontrar seu lugar e definir a si própria, sua identidade e valores. É neste ponto que surge a definição “eu” e “meu” (o início da aparente separação entre nós e a vida, que são únicos) e o adjetivo “mais” e “menos” começa a fazer sentido.

Comparações dão início a críticas e julgamentos. Damos significados positivos a aspectos ou crenças que nós julgamos possuidor (dentro de nosso limitado ponto de vista), e criticamos aquilo que foge de nossa realidade no momento. Isto dá origem a todo tipo de segregações: religiosas, de cor, de classe, por países e até brigas de transito ou por causa de times de futebol! Defendemos com unhas e dentes nossas opiniões, e atacamos pontos de vista diferentes – mentalmente, verbalmente e, em extremos, as diferenças nos levam a guerra.

Auto observe-se de maneira criteriosa, e vai perceber que grande parte de nossa tagarelice interior tem por objetivo fazer julgamentos que visam sempre sobressair nossa imagem mental, elevar nosso conceito e nossas verdades sobre as demais (os “outros”, os “diferentes”, aqueles que pensam ou fazem de outra maneira – nossos inimigos imaginários), atacar pessoas que não concordam com nossas crenças. É por este motivo que o professor espiritual J. Krishnamurti em certa ocasião proferiu a frase “Dentro de você está a causa de todas as guerras”. Se não houvessem conflitos mentais em massa, a agressividade externa seria mais do que impossível…

Esta é a oportunidade também para o surgimento dos complexos de superioridade (quando temos “mais” = sucesso) ou inferioridade (quando nos sentimos “menos” = fracasso). Conceitos mentais, críticas a nós mesmos, surgidos da comparação com algo ou alguém aparentemente superior…

Para o dono de um pequeno supermercado, comparar seu faturamento mensal de dez mil reais ao império montado por Abílio Diniz pode parecer um fracasso. No entanto, para muitos brasileiros, este valor supera seu ganho anual. Sucesso? Fracasso? Nossas crenças e ambiente cultural são determinantes para definir palavras que conceituam e diferenciam bom de mal. Dentro de nossa perspectiva limitada, apenas definições mentais, parcialmente verdadeiros e temporários.

Pais e o “fracasso”

Crianças ainda não sabem se defender emocional e mentalmente e absorvem os conceitos do mundo adulto sem reservas (sabe-se, inclusive, que isto acontece desde o útero materno). Caso seus pais tenham sido pouco conscientes de sua educação, podem ter feito esforços pra descontar sua própria frustração na criatura humana mais próxima, frágil e indefesa naquele momento: você! É claro que eles falavam a respeito de si próprios porque desconheciam o adágio “Nós não vemos as coisas como elas são, nós vemos as coisas como NÓS SOMOS”.

No entanto, algumas palavras podem ter se impregnado em seu sistema energético às custas de constante repetição fazendo você acreditar que eles diziam a verdade. Neste momento, o óculos psicológico chamado “nada do que eu faço dá certo” foi instalado, e você passa a vida agindo conforme o programa. Por quê? Porque está saturado do passado infeliz de outras pessoas, mas acredita nestes pensamentos como se fossem seus.

Mesmo que palavras negativas tenham faltado, apenas o ambiente emocional que nos rodeava já é suficiente (crianças são muito sensíveis ao inconsciente dos pais). Sua mente começa a filtrar aquilo que vê conforme suas próprias crenças e, embora o sol nasça radiante pra todos, parece que as coisas apenas em sua vida se tornam difíceis…

Quem sabe você queira então assumir riscos ou desafios para provar a seus pais que é mais do que eles diziam. Ou ainda, provar a si mesmo que é “mais” do que seus pensamentos insistem em dizer. Mesmo que consiga vencer sua sabotagem interna (aquele carrasco mental que lhe castiga com palavras duras o tempo todo) e ter resultados satisfatórios, dificilmente esta vitória será duradoura ou completa. A eterna insatisfação a que a humanidade é condicionada logo encontrará mais motivos para que a palavra “fracasso” se ancore em você – talvez no âmbito dos relacionamentos, quem sabe na saúde ou fazendo novas comparações. Mas lembre-se: assim como nosso pensamento não move objetos, não se elimina pensamentos negativos com músculos.

Num dos seus livros, Carl Jung fala de uma conversa que teve com um chefe nativo americano que lhe fez notar que, na sua opinião, os homens brancos possuem rostos tensos, um olhar fixo e um comportamento cruel. Dizia ele: “Andam sempre à procura de alguma coisa. Que procuram eles? Os homens brancos querem sempre alguma coisa. Estão sempre inquietos e insatisfeitos. Não sabemos o que querem. Pensamos que são loucos.” Como se percebe, a insatisfação faz parte de nossa desagradável herança genética…

Vamos então ao sedativo:

A esta altura, deve ter ficado clara a diferença entre “você” e o binômio “sucesso / fracasso”. Nenhuma conquista mundana vai mudar quem você é, nem torna-lo mais feliz ou completo. Entretanto, até que estes conceitos sejam plenamente incorporados por sua consciência, sempre é possível ajustar alguns botões e aliviar o sofrimento eliminando a desnecessária carga negativa que você possa estar carregando – e EFT é uma ferramenta excelente pra isso:

“Embora eu me sinta fracassado por não ter conseguido atingir meus objetivos, eu me amo e me aceito profunda e completamente”

“Mesmo que pareça que o universo esteja conspirando contra mim e me limitando, aceito minhas próprias limitações e confio plenamente no Plano Superior”

“Embora eu tenha desejado ser mais durante toda minha vida, eu escolho perceber que já sou um ser completo, pleno e destinado a felicidade”

Eu me sinto um fracasso / parece que nada do que eu faço não dá certo / não consigo atingir o sucesso / sinto que existe um bloqueio dentro de mim / tenho medo de fracassar / e se tudo der errado novamente? / é frustrante me sentir um fracassado / é difícil pra mim não conseguir realizar meus objetivos

E se eu pudesse mudar meu ponto de vista agora? / existe algo dentro de mim que sabe que isso não é verdade / estou depositando minha felicidade em realizações materiais / pensamentos negativos estão sabotando meu bem-estar / eu estou cansado de acreditar nisso / já é hora de abrir mão do meu passado / quero começar uma vida nova agora / este é o dia em que faço uma mudança profunda em mim

Eu escolho me sentir bem agora, não importa o que aconteça / eu escolho me sentir confiante na vida / eu escolho ser grato por tudo que eu já tenho / escolho ser mais paciente comigo mesmo / posso persistir sem desanimar com as aparências / eu e a vida somos um / eu sou aquilo que o criador é!

 

E mais uma coisa: A história nos conta que Thomas Edson fez cerca de seis mil experiências antes de conseguir fazer com que um filamento elétrico produzisse luz – nossas famosas lâmpadas. E declarou que jamais viu as incontáveis tentativas como fracassos, mas como oportunidades de aprimoramento…

 

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