Tem vozes na tua cabeça?

Por EFTBRASIL
 

Tem vozes na sua cabeça?

Existe uma estranha patologia psicológica chamada esquizofrenia paranoide, ou simplesmente paranoia. Pessoas com esta disfunção relatam ouvir vozes em suas cabeças que ditam o que devem fazer e como se comportar. Na maioria dos casos, estas vozes criam medos surreais e perseguições imaginárias, onde a vítima acaba por tomar decisões insanas, que muitas vezes atentam contra a sua vida ou a dos seres que a rodeiam…

Esquizofrênicos costumam ser vistos falando sozinhos, as vezes rindo, outras vezes vociferando contra o vazio. Naturalmente, isto não pode ser normal: quem, em sã consciência, teria um comportamento assim?

Seria cômico – se não fosse trágico – saber que grande parte da humanidade sofre deste mesmo delírio. Quando ele se torna pronunciado a ponto de ser facilmente notado pelos demais, dizemos que a pessoa está doente – embora o possuidor de dita disfunção veja tudo de forma muito natural e, assim como qualquer viciado em substâncias ou sensações, ele sequer perceba que sofre um transtorno.

No entanto, quando falamos mentalmente conosco mesmos, nos dividindo em duas pessoas com ideias muitas vezes divergentes, acreditamos que nos encontramos em estado de normalidade! Criamos até um pequeno adjetivo para classificar certas pessoas e suas intermináveis contradições mentais: “não liga não, é só neura da sua cabeça”…

Muitas destas vozes, as custas de tanta repetição, acabam por se transformar em emoções e sensações corporais, nos fazendo acreditar que são reais a ponto de muitas vezes nos conduzir a processos de autodestruição. Frases como:

  • Eu não mereço ser feliz;
  • Sou burro e desajeitado;
  • Não posso me perdoar;
  • Minha doença não tem cura;
  • Eu não quero (ou não posso) mudar…

…são apenas algumas dentre os incontáveis exemplos de diálogos mentais destrutivos.

A tagarelice em defesa do “mim mesmo”

Um estudo um pouco mais apurado vai nos mostrar que toda essa tagarelice tem dois objetivos fundamentais (e sugiro a você que seja auto crítico e faça por si mesmo a prova):

  • justificar nossas atitudes (eu deveria ter dito isso, eu devia ter falado aquilo, eu faço assim por este motivo…) ou
  • produzir críticas camufladas aos outros (fulano é assim e eu não sou, fulano fez isso mas eu não faço…).

São apenas pensamentos, mas que alimentam nossos conflitos internos criando um véu de separação com o mundo. Estas vozes (ecos de nossos ressentimentos e suposições de grandeza e autoconsideração) nos dão a falsa impressão de que vivemos num universo competitivo onde apenas o mais forte sobrevive, contrariando alguns estudos da biologia moderna que indicam que os sistemas mais funcionais são aqueles que trabalham em cooperação. Não é assim que nosso corpo funciona, onde cada célula faz sempre o melhor pelo conjunto?

Como pequenas unidades disfuncionais, o resultado projetado no mundo material é apenas o óbvio porque criamos em nosso ambiente externo uma cópia fiel daquilo que somos por dentro, nem mais e nem menos. Esse é o motivo dos relacionamentos (amorosos?) ruins, conflitos no trabalho ou família, trânsito caótico e todas as benesses produzidas em grande escala pela loucura coletiva…

Com tudo isso em mente, compreendemos alguns princípios invisíveis que determinam o andamento de nossa vida:

  • O pensamento conduz suas ações – ou trocando em miúdos: um rosto feliz é resultado de pensamentos felizes. Simples assim.
  • Fazer o que todos fazem não é necessariamente um sinônimo de lucidez!

Quando grandes grupos humanos assumem a mesma síndrome, acabam por construir identidades embasadas em seus próprios condicionamentos coletivos. Algumas vezes títulos bastante inspiradores abafam a psicose, e termos como “A guerra contra o terror” nos dão a sensação de sanidade enrustida. Depois de ouvir isso continuamente da mídia, quem duvidaria da veracidade desta afirmação?

Algumas entidades religiosas, muitas vezes cheias de boas intenções, acabam incitando seus fiéis ao preconceito e a separação, mesmo contrariando toda a sabedoria que diz “amar ao próximo como a ti mesmo…”. É claro que isso traz uma sensação de superioridade porque “somos os escolhidos” – e mais uma vez, o ego adora isso!

Poderíamos encher enciclopédias inteiras sobre “maneiras inconscientes de (sub)viver” – afinal, onde você acha que vai parar com estes pensamentos compulsivos? Alguns estudos nos dizem que, “como pessoas normais, 70% ou mais dos nossos pensamentos são negativos”. E ainda assim, falando em paz e amor ao próximo…

Como recuperar a sanidade?

O caminho pra isso é bastante simples – embora simples não signifique necessariamente que seja rápido ou fácil.

O primeiro passo consiste em pacificar a mente. Isso implica em mudar nossos hábitos e, de certa forma, transformar quem somos!

Se você quer resultados novos para sua vida, precisa mudar suas raízes, precisa tornar-se alguém diferente, mas isso costuma assustar as pessoas porque elas querem-se demais como são, construíram uma identidade e não querem se ver livre delas (mesmo que isso signifique o fim dos seus sofrimentos). O problema é que gostamos muito de nossos condicionamentos.

O que seria da mãe que se sente bem com a dependência dos filhos quando eles vão embora?

Ou da filha que é arrimo de família quando ninguém mais lhe pede nada?

Se perdoar meus pais pelos abusos, a quem irei transferir a responsabilidade de meus traumas?

Se compreender os pontos de vista de minha esposa, isso será uma forma de admitir que estou errado?

Se reconhecer minhas falhas, estou assinando uma ficha de condenação moral?

E quem serei eu se perceber que sou a origem e o fim de meus problemas – e que reclamar é só uma maneira de fortalecer minha negatividade?

Observe que na causa-raiz de tudo existe o medo – de mudar, da transformação e, em última instância, do desconhecido. É a ação da morte e da entrega ao novo que nos congelam…

Limpar a negatividade e mudar a frequência destes pensamentos é possível com a EFT. Quando passamos por um processo intenso de limpeza emocional é muito comum a sensação de paz e tranquilidade interior, portanto, eliminar nossos bloqueios é parte fundamental do processo. Mas e depois?

Pensamentos construtivos irão surgir de forma espontânea, e isso já é um passo importante e consequência natural do processo: simplesmente sobra tempo e energia para que surja o novo.

A arte do silêncio

Mas é fundamental compreender que a paz não é um processo mental, embora atualmente ela esteja ofuscada pela mente porque é o único ponto de referência que as pessoas têm.

Ela é um estado de ser e, num nível mais profundo, é quem você é fundamentalmente. A paz não é um pensamento, e nem a consequência destes. Na realidade, é justamente a ausência do processo do pensamento quem nos conduz a paz. Por isso, aprender o caminho do silêncio interior é o segundo passo do processo.

Enquanto não aprendermos a viver e a separar o Silêncio da Consciência da estática mental, dificilmente iremos diferenciar se os pensamentos brotam de um estado de presença consciente ou simplesmente de outro de nossos inúmeros condicionamentos. Vamos continuar confundindo a fumaça com as chamas.

O silêncio pode ser encontrado em momentos de oração, meditação, interiorização e contemplação. É o estado de graça alerta e silenciosa quem nos permite encontrar a beleza da vida, não apenas em alguns momentos, mas incessantemente.

A criatividade e a plenitude surgem sempre no espaço entre os pensamentos, surgem sempre no silêncio. Se você não o reconhece e permite que ele entre em sua vida, pode ter todos os prazeres que o dinheiro pode comprar, mas ainda assim continuará enxergando o mundo por um óculos opaco e cinzento e sequer sabe disso. Vai continuar eternamente buscando a satisfação de seus desejos, mas sua busca será sempre um poço sem fundo…

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